terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Farelo de vagem de Algaroba (Prosopis juliflora) na alimentação animal

Algumas regiões do Brasil apresentam irregularidade bastante acentuada na distribuição de chuvas, o que acaba prejudicando a pecuária, tornando necessário a utilização de técnicas que minimizem seus prejuízos. A nutrição animal é diretamente influenciada por tal fator, assim é primordial a utilização de vegetais adaptados às condições climáticas da região e que atendam as exigências nutricionais dos organismos nos diferentes estados fisiológicos. Nesse sentido muitos estudos vem sendo realizados com o objetivo de demonstrar a composição química e a digestibilidade de alimentos alternativos como a vagem de Agaroba (Prosopis juliflora).

Introduzida no Nordeste brasileiro há mais de 50 anos a Algaroba (Prosopis juliflora), se adaptou bem ao clima árido da região, é utilizada em reflorestamento, produção de madeira, carvão vegetal e estacas. A sua vagem é largamente utilizada na alimentação animal tanto na forma "in natura", quanto desidratada e incluída na formulação de concentrados substituindo o milho, diminuindo assim o custo de produção. Os bovinos (animais ruminantes) são os mais aptos ao consumo do farelo de vagem de algaroba (FVA), no entanto animais não ruminantes apresentam limitações em seu consumo, por se tratar de um ingrediente rico em fibras e apresentar em sua composição alguns fatores antenutricionais (mimosina e tanino) que podem causar intoxicação ou mesmo falhas reprodutivas quando ingerido como único componente da dieta. Assim o ideal é que se elabore uma composição adequada com outros ingredientes. Para isso as vagens devem ser utilizadas maduras, secas ao sol por no minimo uma semana, posteriormente trituradas, para então ser misturada junto a outros ingredientes na composição de uma ração.

Composição  bromatológica da FVA extraído dos trabalhos de   Stein et al., 2005 e Rebouças, G. M. N., 2007.
Abaixo segue algumas formulações de rações com ingredientes básicos e farelo de vagem de algaroba para alimentação de suínos e equinos, lembrando que deve haver um período de adaptação do animal a ração, neste a inclusão da ração na dieta do animal deve ser crescente até atingir o consumo ideal.

*Farelo de vagem de algaroba.
**Núcleo vitamínico/mineral especifico para a fase de criação.


*Farelo de vagem de Algaroba.
**Núcleo vitamínico/mineral para mantença de equinos.
Vale ressaltar que, já exitem no mercado rações prontas que tem como ingrediente base a vagem de algaroba, para as diferentes especies e tipos de produção.




Referências: 
http://www.uesb.br/ppz/defesas/2007/mestrado/gesiane.pdf
http://www.scielo.br/pdf/rbz/v34n4/26395.pdf

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Alimentação Alternativa Para Ruminantes


Decorrente do crescente desenvolvimento agroindustrial do Brasil as áreas destinadas à pecuária são cada vez mais reduzidas, áreas de pastagens competem de forma desleal com o plantio de oleaginosas e cereais, tornando seu custo de produção elevado. Impulsionado também pelo apelo cada vez maior dos ambientalistas e consumidores que exigem alimento de qualidade e que não agridam o meio ambiente, a produção de alimentos para ruminantes torna-se um desafio a ser enfrentado por pesquisadores e pecuaristas, levando em conta que essa alimentação alternativa deve ser economicamente viável e não competir com a alimentação humana.
Com esse intuito tem sido utilizado na alimentação de ruminantes subprodutos na forma de resíduos de colheita. Atualmente, a maioria dos subprodutos utilizados são resultantes do processamento da agroindústria, tendo fundamental importância em regiões próximas a essas indústrias e quando o suprimento de grãos está baixo ou seus preços elevados .
Com áreas reduzidas e menor disponibilidade de alimentos para produção de ruminantes, é necessário que seu desempenho produtivo seja expresso em um menor espaço de tempo, e isso só é possível através do fornecimento de alimentação balanceada que permita ao animal se desenvolver precocemente sem perder a qualidade no produto final.
Nesse sentido universidades em todo o país vem desenvolvendo a anos pesquisas na busca de alimentos ideais, que se enquadrem nos quesitos de economicidade e alto valor nutricional, muitos dos subprodutos estudados já tem sua eficiência na alimentação animal comprovada, como o bagaço da cana-de-açúcar, polpa de citrus, casca do grão de soja, resíduos de fecularias e de farinheiras de mandioca, caroço de algodão, resíduo de cervejaria, resíduo de girassol e resíduos do abacaxi, o qual já foi citado em outra postagem aqui no blog.
Alternativas existem o critério a definir qual alimento utilizar cabe ao produtor estabelecer dentre as suas possibilidades e limitações, como região de sitio da produção, época de disponibilidade do subproduto e a possibilidade de estocagem, demanda dos animais e principalmente a viabilidade econômica da alternativa alimentar escolhida. A tomada dessa decisão de forma acertada implica em ganhos expressivos para todos, pecuarista e meio ambiente, torna a produção animal sustentável com reaproveitamento da matéria orgânica de origem vegetal.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Fotossensibilização em Ovinos

A fotossensibilidade é uma dermatite caracterizada por sensibilidade do animal a radiação solar. Em ovinos, animais mais suscetíveis a esta enfermidade, a causa esta geralmente associada a ingestão de gramíneas Brachiaria spp. Animais jovens, recém inseridos nas pastagens tem maior propensão a  desenvolver fotossensibilidade, por isso a maioria dos casos ocorrem em cordeiros com idade entre dois e três meses, mas pode ocorrer também em animais adultos não adaptados a pastagens formadas por Brachiaria spp.
Existem dois tipos de fotossensibilização, a primária e a secundária, também  conhecida como hepatógena. Ambas as formas estão relacionadas à presença do agente sensibilizador na corrente sanguínea. As lesões ocorrem principalmente nas regiões dorsal, perineal, face e membros.
Atualmente, a toxicidade para animais em pastagens de Brachiaria spp. é atribuída à presença de saponinas esteroidais litogênicas na própria gramínea (Smith & Miles 1993, Lemos et al. 1997). A ocorrência é maior no período seco, mas pode surgir casos de fotossensibilização em qualquer época do ano em animais alimentados em pastagens de brachiaria spp com massa residual reduzida e senescente.
Sinais clínicos: 
Inicialmente nota-se a presença de prurido, inquietação e fotofobia, tendência a buscar sombra constantemente. Após surgem edemas nas orelhas, pálpebras, base da cauda e prepúcio, as mucosas tornam-se amareladas, com corrimento ocular e cegueira. Na fase final os animais apresentam lesões cutâneas que se caracterizavam por dermatite acentuada e posteriormente formação de crostas na face, dorso e nos membros. Alguns animais podem apresentar ainda depressão, anorexia, apatia, cólica, entre outros sinais clínicos nervosos como incoordenação motora, ataxia, letargia, tremor de cabeça e coma ante morte.
Ovinos Santa Inês apresentando lesões cutâneas a nível de dorso, lombo e garupa devido à fotossensibilização ocasionada pela ingestão de Brachiaria spp www.farmpoint.com.br.
Para ovinos, as pastagens de Brachiaria spp. são aparentemente menos tóxicas se forem mantidas com pouco centímetros de altura, mediante pastejo intensivo e contínuo (Brum et al. 2004).
Muitos estudos já foram realizados na busca de entender as formas de manifestação da fotossensibilização e de controle para que a mesma não ocorresse. Em estudo realizados por Albernaz et al. a inoculação de fluido ruminal de animais adultos já adaptados as pastagens de Brachiaria spp em animais recém desmamados se mostrou eficiente, porém essa pratica pode não ser viável para os produtores no geral. O que se recomenda é a adaptação dos animais desde o nascimento na pastagem, não os mantendo constantemente estabulados até o desmame, para que naturalmente os cordeiros criem resistência ao agente tóxico.



 Referencias Bibliográficas:
Albernaz T.T., Silveira J.A.S., Reis A.B., Oliveira C.H.S., Oliveira C.M.C., Duarte M.D., Cerqueira V.D., Riet-Correa G. & Barbosa J.D. 2008. Fotossensibilização em ovinos associada à ingestão de Brachiaria brizantha no Pará. Anais do Encontro Nacional de Diagnóstico Veterinário, Campo Grande, MS, p.73-74.
Brum K.B., Haraguchi M., Garutti M.B., Nóbrega F.N., Rosa B. & Fioravante M.C. 2004. Análise semiquantitativa da saponina protodioscina do ciclo vegetativo de Brachiaria decumbens. Pesq. Vet. Bras. 24(Supl.):13-14.
MACEDO, M.F; BEZERRA, M.B; BLANCO, B.S. Fotossensibilização em animais de produção na região semi-árida do Rio Grande do Norte. Arquivos do Instituto Biológico, v. 73, n. 2, p. 251-254, 2006.
Smith B.L. & Miles C.O. 1993. A role for Brachiaria decumbens photosensitization of ruminants. Vet. Hum. Toxicol. 35:256-257.
Lemos R.A.A., Salvador S.C. & Nakazato L. 1997. Photosensitizationand crystal associated cholangiohepatopathy in cattle grazing Brachiaria decumbens in Brazil. Vet. Hum. Toxicol. 39:376-377.

domingo, 29 de setembro de 2013

Homeopatia na Bovinocultura de Leite


Em rebanhos leiteiros problemas como mosca do chifre, carrapatos, mastite e verminoses são muito comuns e se não enfrentados de maneira adequada pelo produtor podem inviabilizar a criação e tornar a produção desvantajosa economicamente. Encontra partida, existem ferramentas eficientes e de baixo custo que podem auxiliar o produtor contra esses males, porem ainda não são muito divulgadas e por isso não atraem inicialmente a credibilidade dos produtores. Uma ferramenta que tem contribuído bastante para melhorar tanto a qualidade do leite como a produção é a utilização de homeopatia no tratamento dos rebanhos.
A homeopatia é uma técnica medicamentosa que se baseia na lei dos semelhantes, a qual diz que substâncias que são capazes de desencadear, em indivíduos sadios, determinados sintomas, podem também curá-los.
Aliada uma conscientização crescente da população sobre os malefícios dos resíduos tóxicos na alimentação, o mundo apela cada vez mais pela preservação ambiental.
Países desenvolvidos, grandes consumidores de produtos de origem animal, possuem leis rigorosas de importação que abominam qualquer tipo de resíduo de agrotóxico e ou antibióticos em alimentos. E neste contexto que países como o Brasil necessitam se preparar para a oportunidade de crescimento econômico produzindo e, consequentemente, consumindo e exportando produtos mais saudáveis.
“A Homeopatia é a única medicina capaz de produzir o "leite orgânico", segundo a "Instrução Normativa do Ministério da Agricultura" nº 7, de 17 de maio de 1999, que dispõe sobre normas para a produção de produtos orgânicos vegetais e animais, preconiza o uso da Homeopatia na produção animal sem quaisquer restrições” (Drª Maria do Carmo Arenales).
A homeopatia já tem papel importante na produção animal, principalmente no controle de doenças e parasitoses até então controladas apenas com medicamentos alopáticos. De fácil aplicação os medicamentos homeopáticos são fornecidos aos animais misturados a ração, sem prejudicar o aproveitamento da mesma. Isto acaba sendo uma das grandes vantagens da homeopatia, tratar os animais diretamente no cocho, no manejo convencional, sem estresse, contribuindo para o não comprometimento do bem estar animal.
A utilização da homeopatia proporciona um excelente manejo preventivo evitando doenças recorrentes, diminuindo os prejuízos que estas causam aos rebanhos. Atuando profilaticamente, aumenta a resistência orgânica dos animais e isso pode ser de grande valia na hora de optar pela utilização desta ferramenta como promotor da sanidade no rebanho.


Fonte:
Drª Maria do Carmo Arenales. Médica Veterinária especialista em Homeopatia pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, licenciada em Ciências Biológicas. Manejo homeópatico para gado de leite.
Agrolink - Otimizando a atividade leiteira através da Homeopatia Populacional.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A Ovinocultura No Nordeste Brasileiro


A ovinocultura desenvolvida no Nordeste brasileiro teve sua origem na importação de animais de raças europeias trazidas pelos jezuítas e colonizadores. De modo geral estes animais foram criados extensivamente, e para se adequarem as condições edafo-climáticas da região desenvolveram mecanismos biológicos apropriados, dando origem a vários grupos ou raças nativas da região. Em consequência desta adaptação ao sistema de produção houve uma redução na capacidade produtiva dos rebanhos (em carne, leite e tamanho corporal). No entanto, apesar dessa seleção natural ter ido no sentido negativo da produção, o nordeste possui hoje excelente material genético para produção de pele e carne de qualidade, desde que seja  empregado um nível minimo de tecnologia.
Ovinos da raça Santa Inês; Foto: Rebanho Queimdas
 (www.rebanhoqueimadas.blogspot.com.br)

Hoje o Nordeste detém mais de 50% do rebanho nacional de ovinos. E ainda é possível prever que a tradição nordestina nesse tipo de cultura, aliada a um conjunto de ações dos setores públicos e privados, podem fazer surgir na região um grande celeiro produtor de ovinos e caprinos para atender à crescente demanda interna e externa pela carne desses animais (Ferreira, 2006).
Apesar de apresentar o maior rebanho brasileiro  de ovinos, a região Nordeste ainda tem sua produção basicamente voltada a subsistência, representando uma importante fonte de alimento para as populações do meio rural. Apenas uma parcela pequena da produção de ovinos está voltada a servir à industria, a maioria ainda utiliza técnicas primarias.
Na época de chuvas, a alimentação dos animais é proveniente exclusivamente da pastagens nativa - caatinga - e, em alguns casos, da pastagem melhorada. Já na época seca os animais são colocados nas áreas de colheita para aproveitarem os restos das culturas. Algumas propriedades mais tecnificadas, fornecem suplementação com grãos e outros alimentos.
Os rebanho geralmente são constituídos de animais nativos, sem raça definida (SRD) ou mestiços. Na sua maioria são ovinos deslanados  como o Santa Inês, Morada Nova, Somalis Brasileira, Cariri e seus mestiços, e com a promissora  tecnificação da atividade na região já é possível observar também a boa aceitação e adaptação de ovinos da raça africana Dorper e seus cruzamentos.

Rebanho de ovinos na Paraíba; Foto: site www.brejo.com 
Geralmente as instalações para criação de ovinos no nordeste são bem simples, em alguns casos existem cercas apropriadas para contenção dos animais. As propriedades que adotam esses simples sistema de criação apresentam baixo nível de tecnologias com índices de produtividade de 70-80% de fertilidade ao parto, 30-35% de partos gemelares, 20-25% de mortalidade de 0-1 ano, 7-8% de mortalidade de adultos e 18-24 meses de idade ao abate.
Esse rebanhos são muito acometidos por ecto e endoparasitas, linfadenite caseosa e o ectima contagioso , no entanto já verifica-se com regularidade o emprego de algumas praticas sanitárias como vermifugação esporádica, vacinação, e tratamento do umbigo.
Em geral a comercialização dos animais ocorre nas próprias fazendas e em feiras agropecuárias, é muito comum a existência de um intermediário, que adquire esses animais na propriedade e os repassam param a industria.
Carcaças de ovinos; Foto: www.farmpoint.com.br
Apesar do consumo de carne de ovinos apresentar tendências positivas de crescimento, o setor demonstra um desequilíbrio entre a produção na propriedade, o abate formal de animais e o setor de curtimento das peles, tornando necessário o trabalho conjunto dos diversos elos da cadeia produtiva, de maneira a reduzir os custos operacionais e aumentar a lucratividade e a sustentabilidade do sistema (Couto & Medeiros, 2000).

Outro grande problema apresentado pela comercialização de ovinos é quanto a origem da carne comercializada, pois há falhas severas na padronização, problema este que já vem sendo trabalhado pelas associações de criadores, a exemplo da ACCOBA (Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Bahia) que insensiva e auxilia seus associados a buscarem qualidade e padronização nos seus animais.
Estima-se que mais de 90% dos abates totais do nordeste sejam feitos de forma clandestina, os abatedouros oficiais trabalham com grande capacidade ociosa. Assim sendo, falar em qualidades sensoriais como sabor, maciez e suculência ou de valorização da carcaça por meio de cortes regionais, parece não ter muito sentido. Com a notável exigência do consumidor atual  e a necessidade de se oferecer um produto de maior qualidade e bem embalado, é provável que em breve haja  uma solidificação da ovinocultura de corte como uma atividade empresarial de forma que as ações da cadeia produtiva sejam conduzidas pelos custos de produção e preço final dos produtos.
Rebanho de ovinos srd; Foto: Honório Barbosa
(Diário do Nordeste -www.
diariodonordeste.globo.com)
Um outro fator importante que efluência na comercialização da carne é a confusão que as pessoas fazem entre caprino e ovino. São animais de especies distintas cujos produtos deves ser devidamente diferenciados para o mercado consumidor. Deve se coibir a propaganda enganosa, onde vende-se carne de ovino como sendo "carne de bode".
Já se sabe que a ovinocultura só irá prosperar quando houver aproximação e envolvimento de toda cadeia produtiva, com profissionalismo e adoção de tecnologias viáveis e apropriadas, que contribua para que o custo da produção permita um lucro satisfatório. Sendo assim, o produtor deve buscar identificar os fatores de produção que deverão ser trabalhados para adequar seus custos às condições de mercado, buscando a otimização econômica do seu sistema de produção.



Referências Bibliográficas : 

  • COUTO, F.A.d’A. & MEDEIROS, J.X. de. Cadeia produtiva de caprinos e ovinos tropicais para carne,  no Nordeste e Centro- Oeste do Brasil-Oportunidades e dificuldades. In: XIV Congresso brasileiro de reprodução animal, 2000, Belo Horizonte, Anais....Belo Horizonte, CBRA, 2000.
  • FERREIRA, A. Corte: futuro promissor. AG Leilões, Porto Alegre, n. 93, p. 16-21, fev. 2006.



















segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Turismo Rural

Conjunto das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometidas com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”. (Marcos Conceituais – MTur)
O Turismo rural é uma modalidade do turismo que tem por objetivo permitir a todos um contato mais direto e genuíno com a natureza, a agricultura e as tradições locais, através da hospitalidade privada em ambiente rural e familiar. O meio rural pode ser bem aproveitado para o turismo. Não só as propriedades, como também os atrativos e produtos existentes no campo podem ser uma opção para os turistas e uma oportunidade para os nele vivem.
Além do comprometimento com as atividades agropecuárias, o turismo rural caracteriza-se pela valorização do patrimônio cultural e natural como elementos da oferta turística no meio rural. Assim, os empreendedores, na definição de seus produtos de Turismo Rural, devem contemplar com a maior autenticidade possível os fatores culturais, por meio do resgate das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os “causos”, a gastronomia), e primar pela conservação do ambiente natural.
No Brasil, são muito procurados o turismo rural em fazendas centenárias de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, como também passeios equestres no Pantanal Matogrossense e trilhas em fazendas históricas do interior paulista.
Algumas universidades brasileiras oferecem na graduação a disciplina de turismo rural. Como é o caso do curso de graduação em Zootecnia.







(Ministério do Turismo Brasileiro. www.turismo.gov.br)